Astronomia: sobre olhar o céu e fazer ciência

Já diria Cartola: “corra e olhe o céu” (...) E é no embalo desse lindo samba, que fazemos referência ao “Dia Mundial da Astronomia”, data que é comemorada no dia 08 de abril. Para muitas pesquisadoras e pesquisadores, a astronomia é a precursora de todas as ciências. Ela nasce justamente a partir da observação do céu e das estrelas, com o objetivo de tentar traduzir o universo e os seus fenômenos. Diversos povos e culturas têm buscado na história da humanidade compreender como as relações de espaço-tempo permeiam questões naturais, sociais e ambientais do nosso planeta. E a astronomia tem sido aliada nesse processo de pesquisa e descoberta.


A palavra astronomia vem do grego Astron, que significa astro, e Nomos, que significa lei. Desde a sua etimologia, notamos como trata-se de uma ciência que busca potencialmente compreender a “lei dos astros”. A astronomia é uma ciência natural multidisciplinar, que agrega várias áreas do conhecimento. A observação de fenômenos naturais é o ponto de partida para as pesquisas, assim como a compreensão da atmosfera, a estrutura dos corpos celestes (planetas, estrelas), estruturas cosmológicas (cometas, galáxias, nebulosas) e o próprio universo em si.





Pensando uma Astronomia decolonial


A astronomia, assim como outras áreas do conhecimento, também tem sido ao longo dos anos desenvolvida a partir de conceitos e teorias europeias e ocidentais. No entanto, as perspectivas decoloniais estão cada vez mais evidentes, sobretudo na América Latina. Observar o céu e traduzir essa observação em conhecimento para práticas de pesca, agricultura e caça é parte integrante das variadas culturas indígenas existentes no Brasil. Compreender a cosmologia que integra a cultura indígena brasileira é buscar pluralizar cada vez mais as possibilidades de ensino e aprendizagem, tendo como base concepções que até então não eram vistas como “acadêmicas”. Se comparado a outras temáticas, ainda se conhece pouco sobre as constelações indígenas, embora a observação dessas constelações tenha começado, em trabalhos antropológicos, no século XVII. “Constelação de Ema”, “Constelação do Jabuti” e “Constelação do Beija-Flor” são algumas das constelações que fazem parte do sistema astronômico brasileiro.


Disponibilizamos aqui o trabalho de Amanda Gonçalves (UERJ), Bruno Leonardo Dias (UFJF) e Francielle Maria Silva (UFRJ), publicado em 25/03/2021, na Revista Científica Multidisciplinar, com o título: “Etnoastronomia e astrobiologia cultural - iconografia zoomórfica das constelações indígenas brasileiras”.


Leia o artigo aqui


Caminhos que te levam a ser uma astrônoma (o)


O curso de graduação em Astronomia é do tipo bacharelado e dura em média 4 anos. Algumas disciplinas serão constantes no decorrer do curso, como: Física e Matemática. Então, é bom que exista um pouco de afinidade com a área de exatas! No decorrer do curso, algumas matérias mais específicas estão presentes na grade curricular, como: Cosmologia, Planetas, Análise de Dados, Astrofísica, dentre outras. Ser astrônoma é tornar-se uma profissional que pesquisa o universo e todas as estruturas que o constituem. As pesquisas realizadas são essenciais em várias áreas de mercado, como por exemplo: programação, geografia, tecnologia espacial, mecânica e engenharia química. Dando assim, uma possibilidade ampla de atuação, que também contempla a docência.


A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) oferecem cursos online e com certificação de Astronomia e Astrofísica. Que tal começar e descobrir algumas afinidades?


Acesse o curso da USP aqui

Acesse o curso da UFSC aqui


Onde Estudar


Atualmente existem 3 instituições de ensino superior credenciadas pelo MEC (Ministério da Educação), todas elas públicas, que estão habilitadas a ofertar o curso superior em Astronomia. São elas: Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade de São Paulo (USP).


Iniciativas Importantes


Para estudantes do ensino médio e fundamental, uma forma interessante de ter contato com práticas e teorias em astronomia é a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Realizada anualmente, a OBA conta com etapas em nível local, regional, nacional e até internacional. Sendo necessários que escolas e professores cadastrem-se no site oficial e posteriormente façam a inscrição das suas equipes de alunas e alunos. O site conta com sugestão de bibliografia, simulados, vídeo aulas e tudo que você, sua escola e professores precisam saber para fazer a melhor participação possível nas Olímpiadas. Grandes talentos já foram reconhecidos por meio da OBA e quem sabe a próxima será você! :D


Conheça a OBA


Trilha Sonora


Para encerrar, voltamos a trilha sonora que iniciou este papo: “corra e olhe o céu, que o sol já vem trazer bom dia”.


Salve a ciência, salve as nossas astrônomas e todos os que olham o céu com a mesma paixão de Cartola!


Dá o play aqui e poetiza o seu céu!








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